Mamãe sabe brincar

Nem no Dia das Mães elas abandonam esse hábito: brincar com os filhos. Conheça duas mamães que adoram fazer isso e que também amam inventar brinquedos e brincadeiras para eles

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No filme Toy Story, todos os brinquedos são amigos e se divertem juntos. Na casa da Mônica Bevenuto, mãe da Carolina, de 5 anos, do Miguel, de 2, e da Luísa, de 10 meses, todos brincam unidos também.

Mônica brinca com os filhos todos os dias. “A diferença é que em alguns dias brincamos muito”, ressalta. Nessa hora, ela nivela as brincadeiras pela segurança da Luísa, que ainda é bebê.

É assim: todos escolhem brinquedos ou brincadeiras seguras para o menor da casa. Quando a Luísa está na roda, ninguém brinca de Polly, por exemplo. “Por causa das peças muito pequenas’, explica Mônica.
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Se a brincadeira for com quebra-cabeça, a turma toda entra nessa porque o legal é encaixar as peças, mesmo que não sejam as certa!

À noite, rola jogar dominó só com a Carolina,  que fica acordada até um pouco mais tarde e já entende sobre regras de vários jogos.

Para Mônica, brincar, além de divertir, ajuda a criança a se desenvolver. Ela gosta de estimular a integração dos filhos nessa hora.
Quando está brincando com eles, observa principalmente a cooperação e a capacidade de compartilhar.
Mônica acredita que brincar é um efetivo meio de comunicação entre pais e filhos, mas está limitando a compra de novos brinquedos porque às vezes falta criatividade para se divertir com os que já existem em casa. Então, ela gosta de inventar.32260617_1605146239583268_4351513963540774912_n
Nos aniversários, curte criar itens de festinha. “São semanas ou meses de preparação e a galerinha toda envolvida”, conta. No dia a dia também é assim: “Quando faço as obrigações de casa, deixo cada um perto de mim com alguma atividade.
Ao preparar o almoço, por exemplo, Monica entrega alguns mantimentos pra os filhos brincarem de supermercado. “Eu simplesmente absorvo a situação pra qualquer brincadeira com eles!”

Carrinho de vestir

Mãe de Tácio Henrique, de 5 anos, e de Tomaz Augusto, de 2, Maria Cândida Sampaio separa um tempo todos os dias para brincar com eles. Geralmente brinca com os dois ao mesmo tempo, mas separa um tempinho para se dedicar individualmente a cada um para dar um carinho, conversar sobre o dia e os sentimentos deles.
Apesar da diferença de idade entre os meninos, Maria Cândida diz que eles gostam de se divertir  com as mesmas coisas. Mas se começam a discordar, ela entra em ação, alternando entre as brincadeiras preferidas de um e outro.
Nem sempre Maria Cândida brinca, pensando se a atividade vai trazer desenvolvimento para as crianças, mas ela acredita que as brincadeiras sempre ensinam algo, fortalecem vínculos, criam memórias afetivas e as deixam mais criativas e felizes.
Em casa, Maria Cândida incentiva os filhos a usar tudo o que possa virar brincadeira: debaixo da mesa vira casa, fazenda, caverna; cadeiras enfileiradas viram trem, caminhão, tudo o que a imaginação permitir.
A mamãe de Tácio e Tomaz também gosta de criar com eles brinquedos de papelão e material descartável, como armadura, escudo, carro, casa. Nos aniversários também é ela quem faz a decoração. “Tento me atualizar a cada dia acerca das tendências de festas e aliar ao gosto dos meus filhos.”

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Duas semanas de muitas histórias

11 de setembro de 2017

Uma apresentação teatral encenada pelas professoras da Educação Infantil deu início, hoje, à segunda parte do projeto No Balanço da Leitura a Gente Aprende e se Encanta.

Durante esta semana e a próxima, as crianças vão ouvir histórias e realizar atividades a partir de diversos estilos de texto literário.

O teatrinho de abertura dos trabalhos interpretou o conteúdo do livro Uma Joaninha Diferente, de Regina Célia Melo.45

Em sala de aula, o tema continuou em pauta. A turma do Infantil 3, por exemplo, fez joaninhas com papel dobrado.

Para abrigar o projeto, a escola ganhou enfeites especialmente criados para destacar a importância de ler.

Na porta de cada sala, uma caixa enfeitada acomoda livros. As crianças vão poder levar um livro por dia para ler em casa com o pais.

(clique nas fotos para aumentá-las de tamanho)

No clima do feriado

Feriado prolongado combina com brincadeiras, cinema, parque, viagem, diversão, descanso e também leitura. Quem gosta de desenhar pode treinar o traço, mas os dias de folga também ajudam a colocar em dia alguma matéria da escola. Até a próxima semana, pessoal!

Um fim de semana com o Senhor Alfabeto

As crianças do Infantil 3 estão aprendendo a reconhecer a grafia e o som das letras de um jeito divertido, com o projeto Senhor Alfabeto. Bonecos de tecido representando o personagem foram confeccionados para que cada aluno tenha a oportunidade de participar, levando-o para casa durante um fim de semana.

19Ao lado dos pais, a tarefa das crianças é selecionar objetos cujos nomes comecem com diferentes letras e levar para a escola. Devem levar também um caderno de anotações sobre a visita do Senhor Alfabeto e contar como foi o fim de semana com ele por perto, com direito a registro fotográfico para mostrar aos colegas.

Uma aula diferente

Uma aula diferente, com apresentação ao vivo de instrumentos de sopro. O conteúdo faz parte do aprendizado sobre música como profissão e foi ministrado para os alunos que estão estudando essa matéria, das turmas do 1º ano do Ensino Fundamental.

A escola recebeu o músico Edinho Oliveira, que, ao lado da professora de Informática, Aline, tocou saxofone soprano e contralto, acompanhado por Ygor Rodrigues ao teclado. Aline também tocou violão e cajón, um instrumento de percussão.2

Natural de Angical, no Estado da Bahia, Edinho contou às crianças um pouco sobre o trabalho que desenvolve em música há mais de trinta anos. Ele, que também toca vários tipos de flauta e gaita, já atuou ao lado de artistas conhecidos, como Bruno e Marrone.

Segundo Edinho, que também leva sua arte a um hospital de Goiânia, “música é remédio”. Aline completa que quem tiver a oportunidade de aprender a cantar ou tocar um instrumento deve aproveitar. “A música faz muito bem. Ela nos permite conhecer coisas novas, ajuda com a Matemática e tira a timidez”, afirma.

(clique na foto para aumentá-la de tamanho)

 

Adultos não devem ter medo de ensinar

30 de agosto de 2017

Palestra promovida ontem pela Escola Casa das Letras orientou para a difícil tarefa de educar em um mundo instantâneo, consumista e com valores invertidos

Educar é promover transformação e os pais também são agentes nesse processo. Mas educar filhos em um contexto de mundo cujo ritmo mudou para instantâneo, onde enfatiza-se o consumismo e a estética, mas abandona-se a solidariedade para dar lugar à indiferença, à competição e ao egoísmo não é tarefa fácil. O que se vê nas famílias pós-modernas, muitas vezes, são pais ocupados e filhos ansiosos e insatisfeitos.

A observação é da psicóloga e mestre em Educação, Janete Carrer, que ministrou, na noite de ontem, a palestra Competências Socioemocionais X Educação dos Filhos em Tempos de Mudança. Pais e professores prestigiaram o evento, atentos ao tema. Participativos, levantaram questões e tiraram dúvidas ao longo da abordagem do assunto, prontamente respondidas pela palestrante.

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Janete Carrer: “O mundo tem, hoje, excesso de um lado e falta de outro”, diz, referindo-se aos desafios da educação

Janete Carrer ressaltou a importância dos momentos em família por serem “extremamente significativos” para a construção de um ambiente de amor, diálogo, valores, limites, direitos e deveres, aspectos importantes para a organização emocional. Uma das orientações da profissional foi a de que pais, avós, tios ou o adulto responsável pela criança não tenha medo de ensinar. Ela explica que esse medo geralmente se deve ao fato de achar que os pequenos de hoje sabem muito. “Sabem muito de videogame, mas não da vida, das relações familiares, da estruturação da personalidade”, disse.

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A psicóloga destacou que crianças e adolescentes precisam de referência, apoio, proteção e orientação para aprender a conhecer e a respeitar os outros e a se respeitar, para cumprir leis, desenvolver o pensamento crítico, a autonomia e a criatividade, além de aceitar regras e tolerar frustrações. “Lidar com frustração é um aprendizado de que os filhos precisam. Ela nos ajuda a organizar a vida”, frisou.

Sobre as competências socioemocionais, Janete destacou que são necessárias para formar seres mais críticos e atuantes, que tomem decisões pautadas na ética, que assumam a cidadania, tenham autocontrole, abertura e desenvolvam a cultura da paz. A palestrante orientou como os pais podem ajudar a desenvolver essas competências. Uma forma de fazer isso é permitir que a criança aprenda, gradativamente, a tomar conta de si, a executar tarefas com autoconfiança, saber que pode errar e descobrir o modo adequado de vencer as dificuldades naturais da vida.